terça-feira, 31 de outubro de 2017

Pãezinhos rápidos de pera e aveia

Não costumo partilhar aqui receitas específicas para crianças porque cá em casa a Isabel comeu sempre comida igual à nossa. Nada de específico que mereça partilha de receita, salvo uma ou outra adaptação ao que já cozinhava anteriormente.
Mesmo os doces já fazia com muito pouco açúcar, e agora procuro fugir-lhe ainda mais e confesso-me rendida às tâmaras medjool como substituto natural (embora, claro, sempre com a consciência de que estamos a comer um doce).
Quem me acompanha no Instagram vai vendo alguns vídeos que vou partilhando mais focados na Isabel, mas a regra por cá é se um come, comem todos.
Quem sabe no futuro faça alguns posts por aqui sobre este tema e a nossa experiência cá em casa.

Estes pãezinhos, no entanto, comecei por fazer especificamente para ela na altura da diversificação alimentar, por serem fáceis de pegar e muito rápidos de preparar.
A verdade é que ficámos todos fãs e de vez em quando, aproveitando o forno ligado para alguma outra receita, lá sai mais uma leva.
Como não levam fermento, são sempre melhores no dia em que se fazem, mas damos a volta a isso aquecendo-os um pouco em cima da torradeira ou congelando de imediato para se comer apenas mais tarde.

Lembrei-me deles hoje a propósito do Halloween e do Pão por Deus: porque não aproveitar a receita e ligar o forno para hoje à noite e amanhã rechearmos os sacos da criançada com uma alternativa aos chocolates e gomas?


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Pãezinhos rápidos de pera e aveia

100 g de pera madura
30 g de flocos de aveia
100 g de farinha de espelta
1 c. sopa azeite
1 c. chá de raspa de limão

// preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC e forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal.

Esmagar a pera com uma garfo e misturar todos os ingredientes apenas até obter uma massa homogénea; ou bater tudo no robot de cozinha (5 seg/vel 5, na bimby).
Dispor colheradas de massa no tabuleiro preparado (uso duas colheres de sopa e moldo pedaços de massa mais ou menos do tamanho do polegar) e levar ao forno cerca de 10 minutos.
Assim que arrefecem, congelo metade que depois vou descongelando de um dia para o outro.



terça-feira, 19 de setembro de 2017

Sopa thai de curgete

De volta à nossa querida casa-velha-nova, e tão felizes pelo resultado das obras, estamos também de regresso às rotinas culinárias de que tanto gosto.
A palavra rotina pode parecer aborrecida neste contexto, mas para mim tanto engloba o conforto da repetição dos favoritos de sempre, como o entusiasmo por experimentar uma receita nova.
A rotina melhor de todas é mesmo isso: cozinhar coisas boas!
E cozinhar na cozinha nova, agora integrada no espaço social da casa, apetece ainda mais.

Embora ainda nos esperem muitos dias solarengos pela frente, já estamos a gozar aquele sentimento meio nostálgico de despedida ao Verão e aos tomates e curgetes da horta, por isso, num destes últimos dias já mais fresco, calhou bem uma sopa de inspiração oriental.

Para quem acompanha o mundo dos blogues de receitas há mais tempo, certamente que conhece o 101 Cookckbooks e as receitas e imagens sempre inspiradoras da Heidi Swanson.
Pois é de lá que vem a receita, daquelas que é mesmo tão simples, rápida e boa quanto parece.

E até já, Outono! Também gosto muito de ti.



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Sopa thai de curgete
Serve 2

1 c. sopa de azeite
½ cebola roxa picada
1 talo de aipo picado
1 c. sopa de pasta de caril (ou a gosto)
150 g de leite de coco
2 chávenas de curgete (350g), cortada em cubos
200 ml de água
Sumo de 1 lima
½ chávena de couscous de 4 grãos, já cozido, ou outro cereal a gosto (arroz integral, espelta, cevada...)
Sal e pimenta preta moída na hora

Toppings:
Usei duas mãos cheias de tomate cereja e tomate chocolate
Vinagre balsâmico
Coentros
Aipo picado
Outras sugestões: pickles, frutos secos, sementes tostadas, tomate seco


// preparação tradicional

Aqueça o azeite numa caçarola grande, em lume médio e refogue com o aipo, até que a cebola fique translúcida.
Adicione a pasta de caril com uma colherada da parte mais sólida que se acumula à superfície da lata do leite de coco. Misture bem e deixe por um minuto.
Junte a curgete, tempere com sal e deixe em lume médio por uns 5-7 minutos, apenas até a curgete ficar macia.
Adicione o restante leite de coco, a água e depois de levantar fervura deixe apenas mais uns 2 minutos e desligue.
Tempere com o sumo da lima, rectifique o sal e a pimenta e sirva com o couscous (ou outro cereal a gosto), o tomate, os coentros e o aipo picadinhos.
Para o tomate, apenas aqueci um fio de azeite numa frigideira e salteei os tomates partidos em quartos por um a dois minutos, regados com um pouco de vinagre balsâmico.


segunda-feira, 24 de julho de 2017

Quando Agosto chegar

Anda muita gente por aí a contar os dias para a chegada de Agosto e das tão esperadas férias.
Por aqui também se contam. Um a um.
Mas a cenoura que nos espera quando virarmos a página no calendário é outra.

Depois de três meses numa casa alugada no canto oposto do bairro, vamos finalmente voltar para a nossa casa-velha-nova.
Parece mentira que o prazo previsto da obra vá mesmo cumprir-se e que numa semana vamos estar de regresso. Muitas saudades dos meus tarecos, formas e panelas...

O mês de Agosto promete ser de intensidade máxima com o trabalho de edição a mil, uma casa inteira para arrumar e a miúda a animar o programa de festas.
As férias na praia ... essas já lá vão.

Aproveitamos sempre uma semana de Junho para juntar os avós e irmos até Aljezur antes do calorão do pico do Verão.
Muito sobe e desce para encher baldinhos, muitas gargalhadas na espuma das ondas e muita, muita fome, que todos sabemos que isto da praia abre o apetite!

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Das coisas boas do Verão! 
Praia, roupa fresca, dias descomplicados e comida que sabe a férias! 
À mesa chegam sempre coisas simples e de preparação rápida, mas com o sabor inconfundível do que a horta dá e daquilo que na sempre irresistível banca da Petra nos pisca o olho. 

A costa vicentina é mesmo um pedaço do paraíso.

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Salada de maçã 

Maçã 
Funcho (bolbo e rama) 
Pepino 
Lentilhas castanhas, cozidas 
Requeijão 
Azeite e vinagre 
Sal e pimenta preta moída na hora 


// preparação 

Corte a maçã e o pepino em rodelas finas, corte o bolbo do funcho também finamente e reserve a rama. 
Misture tudo com as lentilhas cozidas e o requeijão grosseiramente desfeito. 
Tempere com azeite e vinagre, sal e pimenta e finalize com a rama do funcho.


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terça-feira, 4 de julho de 2017

Paté de salmão e iogurte

Chegou a época alta dos petiscos, refeições leves e parelhas de pica-pica com copo fresco ao lado. Quem não gosta?
Esteja o fim de semana à porta ou acabado de se despedir, sabe bem aproveitar o anoitecer de brisa suave com dois dedos de conversa à volta de uma entradinha antes do jantar chegar à mesa.

 São as coisas boas do Verão!


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Paté de salmão, iogurte e hortelã

1 chávena de iogurte natural coado ou iogurte grego
Aprox. 200 g de sobras de salmão grelhado
1 cebola picada
1 punhado hortelã finamente picada
1 c. sopa de sumo de limão ou a gosto
Sal e pimenta preta moída na hora


// preparação

Se quiser usar iogurte natural coado, comece por colocar uma chávena e meia de iogurte natural num passador forrado com uma gaze fina, disponha-o sobre uma taça e guarde no frigorífico de um dia para o outro para que liberte o soro.
Pode aproveitar esse soro para outros fins (é óptimo para ser usado em panquecas, scones e pães). 

Misture o iogurte com o salmão desfiado, a cebola, a hortelã e o sumo de limão.
Tempere com sal e pimenta, prove e rectifique os temperos.
Guarde no frigorífico e sirva com crackers, pão ou palitos crocantes.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Sobre a melancia.

Na semana passada gozámos a já tradicional semana de férias em família na Costa Vicentina.
Juntámos os meus pais e a mãe do Ricardo, e lá fomos nós rumo a Aljezur.
A felicidade das crianças na praia é mesmo maravilhosa de ver. Que dias bons que foram, estarmos ali todos juntos!

Ao voltar para Lisboa tudo mudou.
O calor insuportável, a enormidade da tragédia destes fogos malditos e do que aconteceu naquela estrada... Um desassossego interior com tanto sofrimento.
O Verão ainda agora começou e o sentimento que paira é que já não apetece mais nada dele.
Tudo demasiado triste.

Mas a vida não pára.
Ontem lá andámos, eu e a Isabel, nas nossas rotinas. Lanche no parque, brincadeiras nos baloiços, uma brisa mais fresca no ar.
Ao jantar, uma taça de sopa, ovo mexido com batata doce e feijão verde.

E enquanto eu arranjava morangos para o meu jantar mais tarde com o Ricardo, dei-lhe um triângulo de melancia.
E mais um, e mais outro, e sempre a pedir mais “mcia, mamã, mcia, mamã”.
Agarrava na melancia a rir enquanto a trincava e o sumo escorria, toda contente de olhos a brilhar. Os dela e os meus.
Senti-me tão, tão feliz por estarmos ali as duas na cozinha, eu a arranjar morangos ao lado dela a comer melancia. Só isso, estarmos ali as duas assim.

Este é um post sobre a receita que tenho sempre guardada na cabeça e no coração.
É muito simples, só é preciso abrir os olhos e ver. Pode não parecer, é fácil deixarmos que as miudezas que nos cansam e aborrecem se evidenciem tão mais.
Mas estes momentos de felicidade estão em todos os dias. Todos.

A receita é mesmo só abrir os olhos para vermos a melancia.

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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Gelado de nêspera e iogurte

Com a chegada da Primavera os pedidos para sessões de fotografia de família e casamentos aumenta sempre e o trabalho entra em modo turbo até Janeiro. É um ritmo que se repete todos os anos.
Ora tudo o que se quer nesta fase é mesmo rebuliço em casa… Só que não!
Pois rebuliço torna-se um eufemismo para o vendaval que para aqui vai.

Se me seguem no Instagram e vão espreitando o que partilho nas stories, já perceberam que temos a casa em obras. Obras daquelas grandes, mesmo grandes, com direito a mudança temporária para nos alojarmos durante o vendaval - estamos literalmente a virar a casa ao contrário.

Pois que antes de empacotarmos a casa toda, houve que dar conta do que andava pelo congelador: foi a chamada “limpeza” total, com direito a um verdadeiro banquete de gelados.

Com tanta fruta da época a chegar nestes meses, não está difícil voltar à carga. Indecisões só se for na escolha do sabor…
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Se uma mudança já custa, ter que passar por duas, e com obras pelo meio, é coisa para provocar muitos ataques ao gelado. Acho que vamos ter uma produção farta nos próximos tempos.

Falar em mudanças é quase como falar em partos, toda a gente tem uma história para contar.
Pois que todos os santos das obras sem atraso nos ajudem.

Ou isso, ou um suborno de gelado de nêspera, se daqui a três meses conseguirmos estar de volta a casa!


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Gelado de nêspera e iogurte

700 g de nêsperas maduras, descaroçadas
Raspa de 1 limão
500 g de iogurte natural, previamente congelado
80 g de açúcar amarelo (quantidade a gosto, conforme a doçura da fruta)
100 g de leite gordo


// preparação tradicional

Triture as nêsperas com a raspa de limão, o iogurte, o açúcar e o leite, até obter uma mistura homogénea.
Coloque na máquina de gelados ou, em alternativa, leve ao congelador e bata pelo menos duas vezes durante a solidificação.
Quantas mais vezes for batido, mais cremoso ficará o gelado.

Retire do frio 15 minutos antes de servir, para que amoleça um pouco.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Congele previamente as nêsperas cortadas em pedaços e o iogurte, num recipiente de base baixa, para que não fique um volume congelado com muita altura.
Coloque no copo bem seco o açúcar e a raspa de limão e pulverize 6 seg/vel 9.
Adicione metade das nêsperas congeladas e triture 15 seg/vel 9.
Junte a restante fruta, o leite e o iogurte congelado partido em pedaços e triture 1 a 2 min/vel 9, ajudando com a espátula. Continue até obter uma mistura homogénea.

Sirva de seguida ou congele. Se congelar, retire do frio 15 minutos antes de servir, para que amoleça um pouco.


terça-feira, 18 de abril de 2017

Tarte de legumes e espelta

Foram uns dias em família mesmo em cheio!
Pintura e caça aos ovos (de esferovite, mas também conta, certo?), muito sobe e desce no escorrega do jardim e os miúdos acabaram a mergulhar na piscina, que com este calor é mesmo de aproveitar. 

Em semana de pós-Páscoa, que é como quem diz, pós mesa cheia e muitas coisas boas para entreter a conversa em família, sabe bem voltar às rotinas e às receitas mais leves.
Se tiverem por aí sobras de carnes e assados, a receita de Quinoa Primavera do outro dia é uma óptima ideia para as aproveitarem.
Por aqui fiz uma ronda pelo frigorífico e aproveitei o que encontrei nesta tarte sem base, mas com tudo o que por lá havia.
Não se prendam muito aos ingredientes que indico, que isto é receita para resultar com quase todos os legumes que possam ter aí por casa.
Das boas!


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Tarte de legumes e espelta

100 g de trigo espelta
400 g de curgete
400 g de cenoura
1 cebola
3 ovos
100 g de requeijão (ou 1 iogurte natural)
Azeite
1 c. sopa de mostarda
1 c. sopa mel
50 g de farinha de trigo integral
Sal e pimenta preta moída na hora


// preparação tradicional

Coza a espelta de acordo com as instruções da embalagem e deite numa taça grande.

Aqueça o forno a 200ºC.
Forre um tabuleiro de 30x40 cm com papel vegetal.

Corte a curgete em cubinhos pequenos e reserve junte com a espelta.
Pique a cebola, rale a cenoura e junte-as à curgete.
Bata bem os restantes ingredientes, e depois envolva esse preparado com os legumes reservados.
Tempere com sal e pimenta.

Deite no tabuleiro preparado e leve ao forno durante aproximadamente 30-40 minutos.
Sirva cortado em quadrados, com salada.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Coza a espelta de acordo com as instruções da embalagem e deite numa taça grande.

Aqueça o forno a 200ºC.
Forre um tabuleiro de 30x40 cm com papel vegetal.

Corte a curgete em rodelas grossas e rale 6 seg/vel 4. Retire e reserve junte com a espelta.
Rale a cebola e a cenoura 3 seg/vel 5. Retire e junte à curgete.
Coloque no copo os restantes ingredientes e bata 5 seg/vel 5.

Envolva com os ingredientes reservados, tempere com sal e pimenta e deite no tabuleiro preparado.
Leve ao forno durante aproximadamente 30-40 minutos.
Sirva cortado em quadrados, com salada.


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Uma quinoa de Primavera.

Depois de um fim de semana cheio do tão ansiado sol-olá-primavera, a semana começa obrigatoriamente com outra disposição. Estes primeiros dias de calor animam qualquer segunda feira!
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Lá fora, e também cá dentro à mesa, a estação já se instalou em pleno e por isso há que aproveitar a curta temporada de favas e ervilhas que agora chega com tudo.
As carnes de forno são sempre um bom ponto de partida para refeições descomplicadas durante a semana, mas sendo a quinoa também tão rica, facilmente se salta a proteína animal.
Contudo, o gostinho que o molho dá a ligar tudo, faz realmente a diferença. Ai pois faz.

Usei esta pá de porco, mas qualquer frango no forno com molho faz um excelente substituto.
Junte-se isto ou aquilo, haja ervilhas e sol, e venha o prato para a mesa!


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Quinoa Primavera

1 chávena de quinoa
1 haste de hortelã
400 g de ervilhas
2 cenouras grandes, cortadas em pedaços pequenos
Carne da pá de porco em forno lento, desfiada
2 c.sopa do molho da carne
Azeite
1 cebola
2 dentes de alho
Sal e pimenta preta moída na hora
Sumo de limão, p/ temperar


// preparação tradicional

Lave bem a quinoa num escorredor de rede fina.
Coza no dobro do volume de água, com uma haste de hortelã, conforme as instruções da embalagem.
No final da cozedura, adicione duas colher de sopa do molho da carne e envolva bem.

Enquanto isso, coza as ervilhas e a cenoura (pode aproveitar e cozer a vapor, numa grelha para esse fim, no mesmo tacho em que coze a quinoa).
Aqueça o azeite e refogue a cebola e os alhos, até a cebola ficar translúcida.
Adicione as ervilhas, a cenoura e a carne desfiada e salteie apenas uns minutos.
Misture a quinoa, tempere com sal, pimenta e sumo de limão, e sirva morno ou frio.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Lave bem a quinoa num escorredor de rede fina.
Coza no dobro do volume de água, com uma haste de hortelã, conforme as instruções da embalagem.
No final da cozedura, adicione duas colher de sopa do molho da carne e envolva bem.

Enquanto isso, coloque 400 g de água no copo, insira o cesto com a cenoura e as ervilhas e coza 20 min/100ºC/vel 4. Retire o cesto com a espátula e descarte a água da cozedura.
Coloque no copo o azeite, a cebola e os alhos, pique 5 seg/vel 5 e refogue 5 min/Varoma/vel 1.
Adicione a carne desfiada e programe 2 min/100ºC/vel c.inversa.

Retire para uma taça grande e envolva as ervilhas e a cenoura e a quinoa.
Tempere com sal, pimenta e sumo de limão, e sirva morno ou frio.



quarta-feira, 22 de março de 2017

Espelta com cogumelos e couve.

Nesta altura do ano, em que a Primavera chega no calendário mas lá fora sente-se bem o frio no corpo, a cozinha também se ressente da esquizofrenia meteorológica.
É verdade que começam a chegar todas as coisas boas que a horta e as árvores no dão nesta época, mas na minha cozinha ainda abundam as laranjas, as couves e a vontade de comida quentinha para um fim de dia reconfortante.

A bem da verdade, o prato que hoje trago foi feito para o meu almoço.
Em doses fartas para render e facilitar o jantar de todos sem ter que voltar à cozinha.

Grãos e legumes são sempre uma combinação versátil e por isso não se prendam às couves e à espelta e agarrem-se ao que houver aí por casa para despachar uma refeição bem simples de preparar.
Basta jogar por antecipação com o demolhar e a cozedura da espelta (que faço sempre em mais quantidade e congelo) e depois é um vapt-vupt.


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Espelta com cogumelos e couve
Serve 4, como acompanhamento

1 chávena de espelta em grão
Azeite
2 dentes de alho
½ bolbo de funcho
1 chávena de cogumelos frescos, fatiados
½ couve coração, cortada finamente
Sumo e casca de ½ laranja
Sal e pimenta preta moída na hora


// preparação tradicional

Deixe a espelta de molho em água abundante, de um dia para o outro. Escorra.
Coloque os grãos demolhados e escorridos num tacho com o triplo do volume de água e coza cerca de 45 min a 1 h, em lume brando, até que fique cozida.

Refogue os alhos e o funcho picados em azeite, até que amoleçam.
Adicione os cogumelos e deixe em lume médio, até que os seus sucos evaporem.
Junte a couve, o sumo de laranja e uma tira da casca (só a parte cor de laranja), tempere com sal e pimenta preta e deixe cozinhar em lume baixo, cerca de 10 minutos, até que a couve fique tenra e o molho evapore.
Rectifique os temperos e sirva de seguida, ou à temperatura ambiente.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Deixe a espelta de molho em água abundante, de um dia para o outro. Escorra.
Coloque 800 g de água no copo, insira o cesto com a espelta e coza 45 min/100ºC/vel 4.
Retire o cesto e reserve a espelta.

Coloque no copo vazio o azeite, os alhos e o funcho e pique 5 seg/vel 5.
Adicione os cogumelos e refogue 6 min/Varoma/vel c. inversa.
Junte a couve, o sumo de laranja e uma tira da casca (só a parte cor de laranja), tempere com sal e pimenta preta e programe 10 min/Varoma/vel c. inversa, sem copinho, até que a couve fique tenra e o molho evapore.
Rectifique os temperos e sirva de seguida, ou à temperatura ambiente.



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Gratinado de cherovia, batata doce e aipo

Quando era miúda, na noite de consoada, aparecia sempre um ingrediente à mesa que só comia mesmo naquele dia porque nunca mais o voltava a ver até ao ano seguinte. A cherovia.
O meu tio trazia-a de Trás-os-Montes e havia sempre conversa à volta dela, ora porque parecia uma cenoura, ora porque parecia isto e aquilo.

Agora já se encontra com mais facilidade por aí à venda e até já se encontra na horta do meu pai, eheheh.
Com um bolbo de aipo e uma batata doce com a mesma origem se fez um gratinado dos bons.
Se há alguém que goste de gratinados tanto como eu, não deixe de experimentar, porque este fica assim de se comer e ir fazer mais.


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Gratinado de cherovia, batata doce e aipo
Inspirado no gratinado de batata da edição de Novembro 2015 da revista Bon Appétit

3 dentes de alho
Manteiga q.b. p/ untar
Azeite
1 cebola
1 chávena de leite gordo (240 ml)
1 c. sopa de tomilho limão
Sal e pimenta preta moída na hora
1 batata doce, aprox 400 g, cortada em rodelas finas
½ bolbo de aipo, aprox 400 g, cortado em rodelas finas
1 cherovia pequena, aprox 200 g, cortada em rodelas finas
1 chávena de queijo da ilha, ralado na hora


// preparação tradicional

Pré-aqueça o forno a 160ºC. Corte um dos dentes de alho ao meio e esfregue o tabuleiro com ele, depois unte com a manteiga e reserve.

Refogue a cebola e os restantes dois alhos picados em azeite, até a cebola ficar translúcida e amolecer.
Junte o leite, o tomilho limão, tempere com sal e pimenta e deixe em lume brando, cerca de 15 minutos. Aguarde que arrefeça ligeiramente e triture até obter uma mistura homogénea.

Enquanto a cebola cozinha, corte os legumes finamente e distribua-os de forma alternada no tabuleiro untado.
Vá apertando as fileiras, de modo a que o tabuleiro fique bem preenchido e as rodelas fiquem ligeiramente levantadas. Deste modo, a base será cozinhada no molho e ficará macia e a parte de cima ficará crocante.

Verta o leite sobre os legumes, tape com folha de alumínio e leve ao forno cerca de 60 minutos.
Depois desse tempo, destape o tabuleiro, aumente o forno para 200ºC, polvilhe com o queijo e gratine cerca de 10 minutos ou até ficar dourado.

Pode ser tudo feito de véspera até ao último passo e deixado no frigorífico. No dia de servir, deixe arrefecer à temperatura ambiente, polvilhe com o queijo e leve a gratinar.


// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)

Pré-aqueça o forno a 160ºC.
Corte um dos dentes de alho ao meio e esfregue o tabuleiro com ele, depois unte com a manteiga e reserve.

Coloque no copo o queijo e rale 4 seg/vel 8-9. Retire e reserve.
Coloque no copo a cebola, os restantes dois alhos e o azeite, pique 5 seg/vel 5 e refogue 6 min/Varoma/vel 1.
Junte o leite e o tomilho limão, tempere com sal e pimenta e programe 15 min/90ºC/vel 3.
De seguida triture 1 min/vel 6, até obter uma mistura homogénea.

Enquanto o molho cozinha, corte os legumes finamente e distribua-os de forma alternada no tabuleiro untado.
Vá apertando as fileiras, de modo a que o tabuleiro fique bem preenchido e as rodelas fiquem ligeiramente levantadas. Deste modo, a base será cozinhada no molho e ficará macia e a parte de cima ficará crocante.

Verta o leite sobre os legumes, tape com folha de alumínio e leve ao forno cerca de 60 minutos.
Depois desse tempo, destape o tabuleiro, aumente o forno para 200ºC, polvilhe com o queijo ralado reservado e gratine cerca de 10 minutos ou até ficar dourado.

Pode ser tudo feito de véspera até ao último passo e deixado no frigorífico. No dia de servir, deixe arrefecer à temperatura ambiente, polvilhe com o queijo e leve a gratinar.


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